outra narrativa cai e deixo
suspenso o olhar que sobre ela
espera
faz barulho
sente medo
se pisca por palavras se atropela
vai e volta de uma distância à outra
fonemas
sim
percebe
mas além
de letras se escuta outra pessoa
mirando em meu olhar que cai também.
Carlos Nascimento
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segunda-feira, agosto 01, 2016
domingo, abril 17, 2016
quarta-feira, janeiro 06, 2016
quarta-feira, dezembro 09, 2015
segunda-feira, dezembro 07, 2015
segunda-feira, novembro 02, 2015
sábado, outubro 24, 2015
terça-feira, setembro 15, 2015
Falava com pouca decência em mãos
e mesmo buscando vogais com esses lábios ressecados
só as peles descascadas de seu rosto faziam-se voz mapiando o destino:
Imaginem os sem-calcanhares
imaginem a tumba dos santos saqueados no terraço
esses são nossos filhos
e até aqui ninguém nos ajudou.
Carlos Nascimento
e mesmo buscando vogais com esses lábios ressecados
só as peles descascadas de seu rosto faziam-se voz mapiando o destino:
Imaginem os sem-calcanhares
imaginem a tumba dos santos saqueados no terraço
esses são nossos filhos
e até aqui ninguém nos ajudou.
Carlos Nascimento
quinta-feira, setembro 10, 2015
sábado, agosto 15, 2015
sexta-feira, agosto 14, 2015
sexta-feira, agosto 07, 2015
Não Basta uma piscina de colchões,
para reparar meus sonhos. sem dese-
nhar mais um dilúvio, a medida do
sono se espalha neste território some-
no, descaindo nas alturas de carbono,
aparando as denúncias da matéria. Ma-
is que uma fração de tudo é necessário
para tal apreensão. Meus sonhos...
Vivem Desertos de chão.
Carlos Nascimento
segunda-feira, agosto 03, 2015
Radi‐ação
Perto da mesa
o televisor devora
com seu toque de arranha‐céu
os controles remotos o cinzeiro
as pequenas coisas jogadas
pelo rádio na parede rugosa
Os pântanos na ponta da antena
as sombras e algumas outras
semelhanças de íons
contracapas de tablets
e demais iguarias alimentam
o peixe palhaço mediador
das radiofrequências
único morador deste ecrã.
Ao seu lado
não param de repetir
um badalar de orelhas
coisa equidistante
música eletromagnética
Nenhum televisor
está livre de vizinhanças.
Carlos Nascimento
Perto da mesa
o televisor devora
com seu toque de arranha‐céu
os controles remotos o cinzeiro
as pequenas coisas jogadas
pelo rádio na parede rugosa
Os pântanos na ponta da antena
as sombras e algumas outras
semelhanças de íons
contracapas de tablets
e demais iguarias alimentam
o peixe palhaço mediador
das radiofrequências
único morador deste ecrã.
Ao seu lado
não param de repetir
um badalar de orelhas
coisa equidistante
música eletromagnética
Nenhum televisor
está livre de vizinhanças.
Carlos Nascimento
domingo, agosto 02, 2015
O desejo
é passar pelos touros,
adentrar o curral,
socorrer Cleonice
de sua bondade.
Me despir da vontade
ganhadora de prêmios.
Travar mais desafios
com o consumo à frente.
Arregar da batalha
e dormir na primeira calçada
que enxergar nesta rua.
Encarar a insônia,
abraçar o engano,
viver longe de ti.
Carlos Nascimento
é passar pelos touros,
adentrar o curral,
socorrer Cleonice
de sua bondade.
Me despir da vontade
ganhadora de prêmios.
Travar mais desafios
com o consumo à frente.
Arregar da batalha
e dormir na primeira calçada
que enxergar nesta rua.
Encarar a insônia,
abraçar o engano,
viver longe de ti.
Carlos Nascimento
sábado, agosto 01, 2015
Tua Boca há de salivar mãos. Sim. Este
é teu castigo por não aparar a língua e
evitar uma solda-memórica em tua
garganta. As unhas arranharão tuas
costas, despirão o feto inquilino de
tua espinha dorsal. Sim. Atrofiar os
olhos sob aquela luz infinda, não nos
fez esquecer o vinho mofado na mesa
de páscoa, nem perder o medo de ver
nossos filhos lacrimejarem nossas úvulas.
Carlos Nascimento
é teu castigo por não aparar a língua e
evitar uma solda-memórica em tua
garganta. As unhas arranharão tuas
costas, despirão o feto inquilino de
tua espinha dorsal. Sim. Atrofiar os
olhos sob aquela luz infinda, não nos
fez esquecer o vinho mofado na mesa
de páscoa, nem perder o medo de ver
nossos filhos lacrimejarem nossas úvulas.
Carlos Nascimento
sábado, julho 25, 2015
quarta-feira, julho 22, 2015
sexta-feira, julho 17, 2015
terça-feira, julho 14, 2015
domingo, julho 05, 2015
Estive
sondando pedras:
Batendo
em suas portas;
olhando
pelas brechas.
Ô
de casa! Alguém aí?
Algumas
me atenderam:
Quer
um café? Sim. Depois
de
sentarmos, contaram algo
sobre
as areias, caramujos,
e
que dói parecer com paredes.
Paredes
não são nada, não;
mas
dói parecer com paredes,
Disseram.
Carlos Nascimento
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